
Tenho acompanhado perplexa os acontecimentos recentes no Senado.
Quando penso não ser possível mais nenhuma sujeira vinda dos "governantes" da nação, eis que surgem mais escândalos e picuinhas que eles insistem em varrer para debaixo do tapete.
A "bola da vez" é justamente o presidente da casa, José Sarney. Este ícone político brasileiro, há mais de meio século se mantém atuante no Congresso Nacional. Já foi deputado, governador, senador, presidente da república... Atualmente é senador do Amapá ( mas mantém Maranhão sob "gerência" de sua família. O clã dos Sarney se espalhou como praga em cargos públicos, ele tem filhos, netos, sobrinhos, papagaios, periquitos e peixinhos dourados ocupando por "mérito" cargos um pouco menos acessíveis a nós, os não-sarneys. Para mim, trata-se de uma família unida.), estado com o qual não tem ligação alguma. O Presidente do Senado é um senhor de "mente aberta", que construiu sua carreira política adequando sua ideologia àquilo que lhe fosse conveniente. E deu certo. São 54 anos presentes na vida dos brasileiros e brasileiras.
Cinquenta e quatro anos é muito tempo. Tempo suficiente para empregar toda sua família, contratar mordomos, comprar casas bem valorizadas...
José Sarney é um homem sem dúvida inteligente, que poderia ter entrado e permanecido pra história do país graças a seus méritos diante o povo, digno dos cargos que ocupou. Entretanto, vejo Sarney como um grande aproveitador.
O presidente do Senado é foco de uma crise com repercussão nacional, que ele diz (são palavras dele!) não ser dele e sim do senado. Meu caro, se o senhor chefia a casa, o senhor também é parte do problema.
Acompanhei nos últimos dias um movimento começado na internet, o Fora Sarney, do qual participei como pude. O objetivo do movimento está explícito no nome, aposentar de vez a criatura que venho citando desde o início deste texto. Um movimento de caráter totalmente popular que repercutiu bem e que surtiu certo efeito. Membros do senado até queriam o afastamento do homem em questão, mas o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (que um dia já foi contra Sarney), achou que não era pra tanto. Lula disse essa semana: "Eu não vejo crise, só uma divergência no Senado". Tudo bem senhor presidente, é compreensível, já que o senhor tem estado com frequência fora do país, o senhor e a Dilma. Tudo bem mesmo já que as eleições vão chegar e vocês precisam do apoio do partido do Sarney. Tudo bem outra vez já que o senhor pouco (ou nada) sabia sobre o mensalão, dinheiro em malas e cuecas, entre outras e outras e outras coisas... E no olho do furacão, ao invés de passar clareza de informação nos esclarecimentos, óbvio que o coronel Sarney preferiu não dizer nada, e ainda se viu repórter sendo agredido por seguranças do congresso!
Isso tudo em tempos de democracia!
( De.mo.cra.ci.a: s.f. Governo do povo. / Regime político que se funda na soberania popular, na liberdade eleitoral, na divisão de poderes e no controle da autoridade. )
Ok senhores, fomos trouxas, colocamos os senhores onde estão. Mas junto com o direito de atribuirmos qualquer função a vocês está o direito de vigiar e cobrar. Que a imprensa continue nos mostrando de forma clara todos os acontecimentos. E que essa chama de renascimento ideológico acesa com estes protestos se propague na mente do povo.
Quando penso não ser possível mais nenhuma sujeira vinda dos "governantes" da nação, eis que surgem mais escândalos e picuinhas que eles insistem em varrer para debaixo do tapete.
A "bola da vez" é justamente o presidente da casa, José Sarney. Este ícone político brasileiro, há mais de meio século se mantém atuante no Congresso Nacional. Já foi deputado, governador, senador, presidente da república... Atualmente é senador do Amapá ( mas mantém Maranhão sob "gerência" de sua família. O clã dos Sarney se espalhou como praga em cargos públicos, ele tem filhos, netos, sobrinhos, papagaios, periquitos e peixinhos dourados ocupando por "mérito" cargos um pouco menos acessíveis a nós, os não-sarneys. Para mim, trata-se de uma família unida.), estado com o qual não tem ligação alguma. O Presidente do Senado é um senhor de "mente aberta", que construiu sua carreira política adequando sua ideologia àquilo que lhe fosse conveniente. E deu certo. São 54 anos presentes na vida dos brasileiros e brasileiras.
Cinquenta e quatro anos é muito tempo. Tempo suficiente para empregar toda sua família, contratar mordomos, comprar casas bem valorizadas...
José Sarney é um homem sem dúvida inteligente, que poderia ter entrado e permanecido pra história do país graças a seus méritos diante o povo, digno dos cargos que ocupou. Entretanto, vejo Sarney como um grande aproveitador.
O presidente do Senado é foco de uma crise com repercussão nacional, que ele diz (são palavras dele!) não ser dele e sim do senado. Meu caro, se o senhor chefia a casa, o senhor também é parte do problema.
Acompanhei nos últimos dias um movimento começado na internet, o Fora Sarney, do qual participei como pude. O objetivo do movimento está explícito no nome, aposentar de vez a criatura que venho citando desde o início deste texto. Um movimento de caráter totalmente popular que repercutiu bem e que surtiu certo efeito. Membros do senado até queriam o afastamento do homem em questão, mas o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (que um dia já foi contra Sarney), achou que não era pra tanto. Lula disse essa semana: "Eu não vejo crise, só uma divergência no Senado". Tudo bem senhor presidente, é compreensível, já que o senhor tem estado com frequência fora do país, o senhor e a Dilma. Tudo bem mesmo já que as eleições vão chegar e vocês precisam do apoio do partido do Sarney. Tudo bem outra vez já que o senhor pouco (ou nada) sabia sobre o mensalão, dinheiro em malas e cuecas, entre outras e outras e outras coisas... E no olho do furacão, ao invés de passar clareza de informação nos esclarecimentos, óbvio que o coronel Sarney preferiu não dizer nada, e ainda se viu repórter sendo agredido por seguranças do congresso!
Isso tudo em tempos de democracia!
( De.mo.cra.ci.a: s.f. Governo do povo. / Regime político que se funda na soberania popular, na liberdade eleitoral, na divisão de poderes e no controle da autoridade. )
Ok senhores, fomos trouxas, colocamos os senhores onde estão. Mas junto com o direito de atribuirmos qualquer função a vocês está o direito de vigiar e cobrar. Que a imprensa continue nos mostrando de forma clara todos os acontecimentos. E que essa chama de renascimento ideológico acesa com estes protestos se propague na mente do povo.


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